quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Filhas da rua

12/10/2007
Elas não têm o que Festejar Nesse dia
No Brasil, 12 de outubro dia da criança é sempre comemorado com festa e brinquedos. Certo? Errado. O que deveria ser o ideal torna-se uma verdadeira preocupação quando o assunto é Prostituição Infantil. Nessa hora o brinquedo fica de lado e o corpo é usado para ganhar dinheiro. Elas dormem nas ruas e não têm maturidade sexual. Muitas meninas que já sofreram abuso sexual na própria família acabam não tendo outra opção além da rua.

Toda criança deve ser respeitada independente de sua raça, credo, cor ou sexo e têm direito à educação, cuidados médicos, ao lazer e proteção contra a exploração. É o que garante a Declaração dos Direitos da Criança. Mas esse contexto muda quando crianças que moram na rua se prostituem e que não freqüentam a escola.

Segundo o levantamento de maio deste ano feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta 1.918 pontos de exploração sexual nas estradas federais. O mapeamento mostra o aumento de 696 locais propensos à prostituição infantil em relação ao fim do ano passado. Os pontos considerados críticos são os pátios de postos de combustíveis, bares, restaurantes e casas de prostituição às margens das rodovias.

Além de acionar a PRF esse quadro pode ser mudado com outras iniciativas. Em Balneário Camboriú (SC), a Associação dos Profissionais do Sexo (Aprosvi), possui um centro de referencia em direitos humanos com o objetivo de atender vítimas de violência sexual. O atendimento é realizado gratuitamente por psicólogo, assistente social, advogado e conta com um disque-denúncia: 0800 643 5559. Para quem quiser procurar a associação, o endereço é na Rua 2000, número 780, sala 02.

*Assessoria de Imprensa voluntária prestada pelos alunos do 5º período de Jornalismo da Univali.

Jaison Felipi (47)9904-9999
Renata Silva (47)3345-4194
Marília Massochin (47)9938-0886
E-mail para contato: assessoria_aprosvi@yahoo.com.br

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